publicado por VTULESKI - Vanessa Tuleski
O que nos distingue dos animais? Sempre achei esta pergunta das mais fascinantes. Vejamos algumas diferenças. Vamos pensar nos animais domésticos em especial.
- Os animais expressam suas emoções facilmente. Você sabe quando seu animal de estimação está com medo, raiva, ciúme, eufórico, ansioso, etc. As emoções são óbvias e imediatas.
- Os animais não se preocupam com sua própria aparência e nem com as opiniões que se possam ter a respeito deles. Um cão não se importa se está sujo, com lacinho na cabeça ou se acabou passar por uma tosa. Seu bicho de estimação não vê problemas em ser grande, pequeno, gordo, de raça ou vira-lata. Isto não lhe faz a menor diferença.
- Para os animais, não há futuro distante. Como consequência disso, não pensam na morte.
- Ainda que possam agir de acordo com condicionamentos passados, os animais não o ficam ruminando como os seres humanos.
- Animais não tomam decisões e nem se autocensuram. Uma gata não pensa se é uma boa hora para ter filhos quando está no cio.
No começo da vida, guardamos muitas semelhanças com os animais. Somos, também, naturalmente graciosos, carismáticos e cheios de energia. Não existem bebês feios, todos tem luz própria. E ainda que bebês possam ter momentos em que são autoritários, forçando seus pais a fazerem o que querem (mediante muito choro), todo bebê tem um olhar puro e aberto e explode em uma alegria contagiante nas suas descobertas.
Bem, e depois? Depois, as coisas vão naturalmente mudando. Vamos ficando, paulatinamente, mais permeáveis a influências culturais, psicológicas e construindo a nossa mente, sentimentos, crenças e modos de ação. Talvez uma criança de um ano e meio possa ter um temperamento difícil, mas jamais será cruel. Ela não tem consciência dos seus atos e só age para se preservar. A crueldade é algo que aparece um pouco mais tarde e que pode ser estimulada ou refreada por fatores sociais, familiares, religiosos, etc. Da mesma forma, os complexos psicológicos. Bebês que tenham sido expostos a circunstâncias muito adversas em geral respondem a isto tendo uma má saúde, mas crianças a partir dos cinco ou seis anos podem ficar retraídas, agressivas, etc.
O que nos distingue dos animais e dos bebês é a carga de condicionamentos com as quais temos de lidar. É tão grande que fazemos um esforço maciço ao longo da vida para carregá-la ou transformá-la. O menino pobre e abandonado pode lidar com a carga que recebeu se tornando traficante de drogas, enquanto que talvez o seu irmão tenha absorvido outros tipos de valores e se preocupado em ser um trabalhador que não ganha muito, mas não comete crimes. O garoto que foi gordo na infância pode fazer um esporte na adolescência e emagrecer, tornando-se atraente. A criança que sofreu em hospitais talvez queira abraçar a enfermagem ou a medicina. O fato é que boa parte da nossa energia é gasta para lidar com a tal carga, e quem estuda o comportamento humano percebe que muitas coisas do que os animais são naturalmente tornam-se ideais humanos bem difíceis de serem colocados em prática.
Pensemos em alguns exemplos. A jovem tímida que se esforça para recuperar a a autoconfiança natural que os bebês exibem. O homem com fortes tendências depressivas que não vê sentido na vida e pensa o tempo inteiro na morte. Uma pessoa que não consegue esquecer o passado ou aceitar um fato. Alguém que tem muito medo de agir, e, com isto, deixa de realizar os próprios potenciais. O indivíduo obcecado com aparência e com o que os outros pensam dele. Atire a primeira pedra quem nunca olhou para um cachorro sentado tranquilo e pensou: “eu gostaria de não complicar tanto e ser um pouco mais como ele”. Além de tudo, os animais estão livres da angústia gerada pela luta pela sobrevivência. Um cão de rua não fica pensando se vai ter o que comer. Ou ele terá ou não terá. Ele poderá sofrer por fome, mas não sofrerá por se sentir excluído. Não pensará: “há vários como eu que estão em uma casa aconchegante, sendo bem tratados por seus donos, enquanto eu estou aqui”. A não construção de raciocínios como estes também gera uma paz e aceitação que muito dificilmente o ser humano experimenta. Até porque aceitação, quando se trata de ser humano, não é algo tão simples. Somos sempre instados a melhorar, crescer. Quando vemos um mendigo na rua, não achamos que ele está em uma atitude de aceitação, e sim, de restrição e, provavelmente, acomodação.
De toda forma, inconscientemente cobiçamos o estado de espírito dos bebês e dos animais. Diversos ensinamentos filosóficos e religiosos estão afinados com a lista em que enumerei a diferença entre os animais e os homens. Por exemplo, é um ensinamento filosófico universal que não é bom se prender ao passado. Pessoas fazem terapias para aprender a expressar suas emoções (o que os animais já nascem sabendo fazer), pois ao longo da vida podem ter sido ensinadas a suprimi-las ou temê-las. Buscamos as religiões e filosofias para termos uma sensação de maior paz e integração conosco.Uma paz que a maioria dos animais tem, com exceção daqueles que absorveram muito a influência humana e ficaram adoecidos e neuróticos (como certos cães geneticamente transformados).
A carga com a qual lidamos é, a um só tempo, o nosso tormento, mas também o nosso desafio. Afinal, quem nasce na forma humana quer experimentar a criatividade, com todos os seus ônus e tormentos. À medida que a humanidade foi se desenvolvendo, os desafios foram aumentando. Se você tivesse nascido um camponês na idade média, talvez tivesse como desafio aceitar a pobreza e fazer as coisas que eram esperadas. Hoje você uma celebridade na televisão dizendo que foi pobre e já não é mais idéia corrente – e nem fato – que quem nasce pobre morre pobre. Eis mais uma coisa para se fazer: deixar de ser pobre, ou tão pobre.
Por causa de um mundo que nos oferece mais opções e que é mais complexo é que penso que temos de trabalhar mais. Trabalhar para olhar nossos condicionamentos. Será que estamos engessados em uma determinada área? Será que temos dores emocionais que estão nos bloqueando em algum aspecto de nossa vida? Como estão as nossas crenças? Sabemos o que vai dentro de nós? Cada vez mais, teremos de olhar para isto tudo, pois o ser humano de antigamente levava mais a carga, e hoje somos mais transformadores. Estamos ansiosos pelas possibilidades de nos realizarmos mais, mas ainda não estamos sabendo o que fazer com todas estas portas que podemos abrir. A mensagem é “você pode fazer o que quiser”. Mas lá dentro muitas vezes as pessoas pensam: “ei, mas eu não sei com fazer isto! Alguém por acaso tem uma bula, um mapa, qualquer coisa?”.
Felizmente, cresceram as demandas, mas também as ferramentas para ajudar as pessoas. O ser humano precisa de ferramentas para conseguir mudar o seu destino e acessar possibilidades. Sem as ferramentas (filosofias, idéias, etc), os progressos são muito lentos. A astrologia pode ser uma destas ferramentas, pois mostra diretrizes e também fala de características pessoais. Pode-se usar a astrologia para falar de fatos, mas também de processos psicológicos. Há, por exemplo, certos trânsitos que predispõem a um adormecimento e que, em uma consulta com um astrólogo, o cliente pode ser alertado a respeito disso. Algo como “você está dormindo em tal questão, tome cuidado”. Há trânsitos que cobram responsabilidade. Outros marcam momentos necessariamente decisivos e transformadores. A astrologia pode ser uma espécie de guia. A pessoa pelo menos já sabe o sentido e o motivo de tudo por que pode estar passando. Isto por si só já é fantástico e ajuda enormemente.
Além da astrologia, há também o Iluminare. Eu vejo o Iluminare como um “removedor de crostas” rumo a um maior estado de integração. Estas crostas todas que eu acabei de falar, condicionamentos sociais, familiares, traumas, que vão deixando a pessoa pouco espontânea, embotada, e, porque não dizer, infeliz ou causadora de infelicidade. Eu acredito que talvez não nos demos conta – até por estarmos mergulhados – em quanto o mundo pode nos afastar de nós mesmos, e do quanto temos de colocar de energia para não sermos afastados. O Iluminare seria como um processo de purificação de tudo isto, para ajudar a levar o indivíduo mais para ele mesma, para o que ele quer e deseja realizar . Mas nisso não entra apenas o ego. Recentemente, fiz um Iluminare para uma cliente que não aceitava o final de uma relação. O Iluminare não é um trabalho de manipulação, portanto, não vai trazer a pessoa amada em três dias. Vai, sim, ajudar o indivíduo a perceber o que está acontecendo com ele e com a vida dele, o que ele anda fazendo. Eu suspeito que quando a minha cliente ficar aberta, ela poderá encontrar outra pessoa, mais adequada para ela, ou então conseguir atuar na relação que terminou recentemente – mas que não está fechada a um novo acordo, apenas mudou de forma – com um novo nível de consciência, com maior leveza (derivada de mais estima por si mesm).
Há vezes em que o Iluminare funciona muito rápido, que é quando a pessoa não apresenta resistência. Assim, os conteúdos emocionais e mentais são transmutados, a pessoa toma consciência do que estava dentro dela e aquilo se transforma. Existe uma expressão curiosa, que resume a idéia do momento em que damos conta de algo, que é “cair a ficha”. O Iluminare é isto: um telefone público conectado com o Universo. Uma hora as fichas caem. E, quando caem (que é quando você entende as coisas dentro de você, se compromete a mudar onde e como você deseja e se abrir), as coisas acontecem ou começam a acontecer. Muitas vezes, são chamadas de coincidências. A pessoa faz um Iluminare para a esfera afetiva e pouco tempo depois encontra alguém. Coincidência? Para a esfera profissional e alguns meses depois passa a se sentir mais segura. Eu gosto sempre de ressaltar o fator tempo. Há coisas em que precisamos de menor ou de maior tempo, mas sempre que se fala em alterar estruturas psíquicas é preciso dizer que embora a energia mude na hora, estas estruturas levam um tempo para se refazer. É como um pequeno corte na pele. Existe um tempo para formar uma película, uma casca, cair a casca e desaparecer a pequena marca que ela deixa. O físico é sempre mais lento que o energético, mas o importante é que mexer no energético altera o físico.
Se você está perdido, estagnado ou em dúvida, o que não faltam são ajudas. Pode fazer terapia convencional, buscar uma consulta de astrologia ou realizar um Iluminare. Só faça uma coisa por você: trabalhe com seus conteúdos internos. Aquilo que hoje é um medo amanhã pode ser uma força. O que é uma dor pode ser uma inspiração. Lembre-se que nada se perde, tudo se transforma, e que quanto maior o livre arbítrio, mais trabalho a fazer, mas mais interessante será a vida, também.
Um toque importante: não deixe de investir em si mesmo. Cuidar de você, da sua cabeça, energia e emoções é um investimento que trará muito retorno, pois tudo começa em VOCÊ.
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Vanessa Tuleski iniciou seus estudos de astrologia em 1989, passando a atuar como astróloga profissional 7 anos depois. Dá consultas astrológicas no Rio de Janeiro (Ipanema) ou através do Skype para outras cidades. Agende a sua consulta!
Participa do evento Presságios (RJ), colabora com os sites Constelar e Personare, e é membro da Central Nacional de Astrologia, tendo proferido palestra em 2010.
Um livro de Vanessa Tuleski.
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É uma terapia energética-espiritual que visa transmutar conteúdos mentais, emocionais e de outras ordens que estejam causando obstruções no fluir da vida, gerando dificuldades afetivas, de saúde, profissionais, etc.
A principal característica deste trabalho é o uso do sexto sentido para acessar diretamente no inconsciente do cliente o que é que está gerando bloqueios ao livre fluir da energia. Onde a energia flui, atraímos as coisas boas, como amor, prosperidade, reconhecimento, etc.
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