Iluminare

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Visão geral sobre o Iluminare

O Iluminare sintetiza trabalho energético, conexão espiritual e terapia. Tem origem no xamanismo, mantendo pontos de semelhança e também diferenças.

Basicamente, o xamanismo está ligado à natureza. Nas práticas xamânicas, há a conexão com a terra, os animais, e, por causa disso, com as culturas primitivas, que são respeitadoras e reverenciadoras de tudo isto. Um dos trabalhos xamânicos mais conhecidos chama-se “Resgate da Alma”. O Resgate da Alma parte do pressuposto de que certos traumas roubam pedaços de nossa alma. Ou seja, a partir de determinados acontecimentos, podemos perder a nossa vitalidade, alegria, força ou algo precioso para nós. O Resgate da Alma se caracteriza pelo uso do sexto sentido para identificar em quais idades a alma pode ter perdido pedaços. Para realizar o trabalho, o xamã terapeuta conta com a ajuda de animais de poder.

No Iluminare, cujo outro nome também é alinhamento energético, trabalhamos com o que seria uma PARTE da pessoa. Pedimos para que a energia desta parte esteja conosco, para que captemos a forma de pensar, de sentir, etc. É importante entender que não se trata da pessoa integral. Quando fazemos um Iluminare, solicitamos para que conteúdos não harmonizados emerjam, isto é, queremos que apareçam as partes que não estão bem. Assim, por exemplo, o que surge lá não é o João ou a Maria integral, e sim, uma parte do João ou uma parte da Maria. Você não deve se ofender se achar que a sua parte está, por exemplo, muito braba. Talvez ela esteja mesmo, enquanto há outras que podem estar mais harmonizadas.

Assim como no xamanismo, também podemos caminhar no tempo, e, na verdade, isto é frequente. Em geral, ocorre quando o terapeuta pergunta para a parte que está tratando onde começou o problema. Ela poderá dizer ‘eu estava na barriga da minha mãe’ ou, ainda, falar de outra vida. Um dos cuidados nesta terapia pode ser a de se perguntar se a pessoa crê em vidas passadas ou se isto viola suas crenças. O terapeuta deve respeitar o cliente avesso a retornar para outras vidas. Felizmente, o brasileiro tende a ser flexível, assim, quando não crê, pelo menos não se incomoda e desta forma o terapeuta pode realizar o trabalho e liberar a energia de uma vida anterior.

Outra diferença em relação ao xamanismo é que o trabalho não é feito com a ajuda dos animais de poder, e sim, do grupo espiritual que apóia o Iluminare. Mas apesar de ser realizado com auxílio espiritual, esta terapia não tem natureza religiosa e não é interferente. Este é, aliás, um dos pontos fundamentais. O Iluminare não é feito para “trazer a pessoa amada em três dias”. Seu intuito é de trabalhar conteúdos mentais e emocionais que já não estejam mais sendo benéficos para o cliente e que estejam prontos para serem transmutados. Esta limpeza e transformação é o que permite, digamos assim, abrir a energia da pessoa para que novas percepções, habilidades, sentimentos e até acontecimentos cheguem a ela. É evidente que a atitude do próprio cliente ajuda, e tanto melhor se puder ser receptiva e respeitadora do trabalho.

Para realizar um Iluminare, o terapeuta contará com três recursos: sua própria energia de cura, persuasão e o auxílio dos seres de luz que se dispuseram a auxiliar, o que faz com que este seja um trabalho de grupo. Apesar de ser terapeuta do Iluminare, eu não tenho o dom da vidência, isto é, de ver. Mas tenho a habilidade de sentir, e é desta forma que me relaciono com o grupo que apóia o Iluminare. Assim, por exemplo, se entro em um lugar com energia densa, eu não vejo o que há lá, mas percebo a atmosfera que permeia o local.

Quando está para se iniciar um Iluminare, eu sinto que o aposento está cheio de energia espiritual e que o grupo está ali, pronto para me auxiliar e ao cliente. Cada um dos membros deste grupo – que podemos chamar de guardiões, anjos, seres de luz, espíritos altamente evoluídos ou qualquer denominação com a qual fiquemos à vontade – cumpre uma função. Ao longo do trabalho, eu vou chamando de acordo com a tarefa a ser desempenhada. Algumas vezes, ocorre de eu não convocar um determinado guardião, que, entretanto, se apresenta porque sabe que vai ser necessário. Com a minha sensibilidade, eu apenas sinto que ele se aproximou e posso falar algo como: ‘olha, chegou uma guardiã que representa a energia do feminino e da clareza emocional, que talvez seja necessária para você neste momento’. O guardião serve para que a parte do cliente que está em contato comigo sinta a vibração dele. Muitas vezes, o impacto é tão forte que a parte deixa de ficar resistente e pode ser mais facilmente transmutada.

Existe um ser de luz, por exemplo, para trabalhar com vícios. Eu já o senti chegar espontaneamente em um trabalho. Como eu não tinha informações prévias sobre o cliente, não sabia porque este guardião se apresentou, mas confiava que havia algum motivo. Mais tarde, o cliente contou que sua mãe tinha com problemas com alcoolismo. Esta herança estava em seu campo áurico, não para fazer com que , necessariamente, ele tivesse os mesmos problemas, mas com certeza trazendo uma série de conseqüências que os filhos de pais adictos podem ter.

Gostaria de exemplificar como é uma sessão de Iluminare, relatando uma delas, para que você entenda mais ou menos como ela funciona e consiga perceber estes três aspectos que eu comentei: trabalho energético, conexão espiritual e terapia.

O caso a ser tratado era de fobia grave de avião. O cliente, espírita, manifestava pavor de avião desde a primeira viagem. O medo era tão intenso que ele preferia viajar vários dias de ônibus. A fobia estava lhe custando caro, pois, tendo que morar em um país latino-americano durante quatro anos, ele só conseguiu visitar a família uma única vez, e a viagem foi de ônibus. Ficar longe da sua família afetou bastante seu equilíbrio. Ou seja, as viagens de avião poderiam ter ajudado bastante a aliviar a situação, mas ele simplesmente não conseguia realizá-las.

Conforme eu desconfiava, o medo tinha origem em outras vidas. Mas, para minha surpresa, o primeiro cenário não foi em um avião, e sim, em um navio, que afundava, se enchendo rapidamente de água. A princípio eu não sabia o que estava acontecendo, mas depois identifiquei que não foi o cliente, vivendo outra vida, quem morreu, e sim, sua jovem esposa. Logo após da cena da submersão, vi um homem com rosto sério e sofrido olhando para uma lápide, com um nome de mulher escrito. Ele tinha cerca de trinta anos e estava bem vestido. Percebi que sua esposa devia ter metade da idade dele e tinha sido uma pessoa muito alegre. Pareceu-me que ele deixou que ela viajasse de navio para visitar a família (Europa-Estados Unidos?) e se culpava intensamente por isto. Ele era um homem com um bom padrão de vida, correto, generoso, mas cético. A época parecia ser o final do século XIX. Todas as noites este homem, que foi muito apaixonado e nunca mais se casou, revivia como teria sido a morte da mulher. Era como se ele morresse no lugar dela, noite após noite. Comentei com o meu cliente que nesta vida começou o mórbido hábito de ficar remoendo mortes terríveis e que esta mania provavelmente cristalizou a fobia atual. Enquanto estava lidando com estas imagens, solicitei a ajuda dos guardiões para limpar todas estas energias.

Achei que estava explicado o problema do cliente. Até julguei curioso que o cliente tivesse fobia de avião e o trauma tivesse vindo de uma perda por causa de um navio. Mas não demorou muito e a cena de um avião, no que parecia ser a Primeira Guerra Mundial, irrompeu em minha tela mental. Vi novamente o meu cliente, em uma vida imediatamente posterior a que eu relatei. Veio-me a explicação de que ele quis programar uma morte prematura e traumática como forma de expiar o sentimento de responsabilidade pelo óbito da esposa em outra vida. Percebi que ele tinha sido um piloto hábil e que tinha prazer no que fazia, mas a cena que eu estava vendo não era nada boa. Meu cliente estava em um avião, na zona de tiro, e o combustível também estava chegando ao fim. Ou seja, a morte era certa, em pleno ar ou no chão, e ele estava apavorado. Vi que o avião foi atingido e o meu cliente foi retirado do seu corpo antes do choque, por um espírito feminino.

Logo após o trabalho energético, tentei explicar ao meu cliente que a alma é retirada do corpo milésimos de segundos antes de uma morte violenta e que isto ficava patente em relatos de quem esteve entre a vida e a morte. Mas ele estava com dificuldade em acreditar. Falei que a falta de fé foi um problema em suas duas vidas anteriores, e esta questão ainda era importante para ele. Na verdade, era o tema do seu Iluminare: ter mais fé.

A parte terapêutica é quando tentamos explicar ao cliente a causa dos problemas, e também a responsabilidade que ele passará a ter a partir do conhecimento dos fatos para se transformar e modificar padrões. Em outra vida, este cliente encheu a mente com imagens de morte, no caso, da esposa se afogando, e, nesta vida, ele continuava a fazer o mesmo, mas agora imaginando terríveis acidentes de avião, com base em um trauma que, de fato, teve, mas que tinha passado. As três vidas estavam intimamente ligadas. A resistência dele em aceitar a perda da esposa atraiu a vida em que ele quis morrer em um avião, o que, por sua vez, continuou a mantê-lo preso na vida atual.

Integra a ética do Iluminare que ele só seja realizado com a autorização de quem vai ser tratado, mas quando a pessoa não pode autorizar (porque está inconsciente ou sem condições para tomar decisões) mesmo assim os efeitos aparecem. Algum tempo depois, o que vemos é a pessoa fazer as coisas de acordo com os conteúdos que foram trabalhados, como se ela realmente tivesse ouvido o Iluminare sendo feito. Tal fato não me surpreende, pois já vi isto acontecer  até mesmo em consultas de astrologia. Entretanto, embora o Iluminare funcione sem que haja necessidade de se ter conhecimento do conteúdo, seu viés terapêutico é importante, pois é a hora de a pessoa fazer por si mesma e entender como está tecendo a sua vida.

Bem, e o que aconteceu com o cliente com fobia de avião? Ainda não tive notícias, o trabalho foi recente. O tempo com que ele manifesta resultados é variável, pode demorar de semanas a oito, nove, meses. O mais comum é que os efeitos sejam gradativos, aparecendo dia após dia. Além disso, quando algo está profundamente calcado na estrutura da pessoa, pode ser necessário que se realize mais um trabalho posteriormente para ir mais fundo nas causas. Nosso psiquismo tem uma dose do que pode suportar ou até que ponto pode ir. Dependendo do tipo da questão, um Iluminare apenas pode não ser suficiente. Isto é realmente algo que varia de pessoa para pessoa e do momento que cada um vive.

O Iluminare é uma terapia pisciana, insidiosa. Vai entrando na pessoa, que vai absorvendo. E também existe o fator de que o cliente acha que é o ideal nem sempre é o melhor para ele. Por exemplo, algumas vezes ele pensa em fazer um Iluminare para a área afetiva secretamente tendo em vista se entender com uma determinada pessoa. Mas depois do Iluminare poderá vir outra coisa. Isto porque este trabalho é sempre pelo melhor para o indivíduo em um sentido mais amplo. Sempre que iniciamos um Iluminare, pedimos que o mesmo seja regido pelo Eu Superior do cliente, que tem a visão panorâmica do que de fato seria bom para a pessoa.

Como este não é um trabalho de manipulação, o terapeuta não tem como dizer ‘bem, depois que você fizer este Iluminare vai acontecer isto ou aquilo’. Vai-se abrir a energia e remover conteúdos que estejam atrapalhando, e o restante vai acontecer em função disso. No caso do cliente com fobia de avião, pode-se imaginar quanta carga energética continham estas vidas, quantas emoções de dor, saudade, arrependimento e pavor. Não é pouca coisa reviver estes traumas e contar com ajuda espiritual para levar esta carga. Por isto, ao fazer um Iluminare, a postura não deve ser imediatista e precisa ser aberta, de fé. Você faz, toma consciência dos conteúdos que foram trabalhados, do que há, digamos assim, para ser corrigido ou acertado e aguarda. E mais tarde olha para trás para dizer ‘é, realmente as coisas abriram e melhoraram’, para dar o devido reconhecimento ao trabalho. Reconhecer, agradecer é importante não só para o Iluminare, mas também para a vida!

 Esta foi uma apresentação de como o Iluminare funciona. No trabalho do Iluminare à distância (que é tão bom quanto o presencial), eu tenho realizado em duas partes. Na primeira, eu falo ao cliente das imagens que estou recebendo sobre a questão que ele trouxe. Nestas imagens, podem vir desde pistas sobre a questão até dicas para o cliente. Na hora em que as imagens vêm, eu tento interpretá-las, mas muitas vezes o cliente pode entendê-las melhor do que eu, pois é ele quem conhece a própria história. Compartilhar imagens com o cliente também me dá a oportunidade de ter o seu feedback e conhecê-lo, e, igualmente, me surpreender com a exatidão do trabalho. Não raro, consigo ver detalhes inimagináveis da pessoa, como um brinquedo de infância, por exemplo.

A seguir, depois do feedback que o cliente me faz por e-mail, eu executo o trabalho energético em si. Nele, eu alterno entre representar a parte do cliente e representar eu mesma. Ou seja, sou como uma atriz fazendo um monólogo e falando por dois personagens. Este momento é típico do xamanismo, pois os xamãs sempre conversaram com os espíritos. Sempre houve muita argumentação e persuasão no xamanismo. Nesta hora, quando estou conversando com a parte do cliente, estou tentando modificar padrões que já não sirvam mais. E no meio do trabalho com frequência chamo os guardiões, que em nenhum momento deixam de estar presentes. Desconfio que eles façam mais  do que estou percebendo.

Em suma, o Iluminare é a troca de uma parte não harmonizada por outra mais iluminada. É disso que se trata: limpeza e transmutação de energia, conexão espiritual e trabalho interno. Paciência, fé e humildade devem ser pré-requisitos tanto para fazer como para receber o Iluminare.

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Conheça o Iluminare

A técnica é inspirada no sistema de diagnóstico e cura dos índios.

Há algumas décadas atrás, o farmacêutico e agrônomo Aloysio Delgado foi passar um tempo com os índios. Desta convivência, ele trouxe uma terapia nova para nós, urbanos, a qual hoje tem vários nomes. Um deles é Iluminare.

Aloysio observou que os pajés tentavam curar os sintomas dos índios, mas iam além e buscavam também descobrir as causas. E para isto faziam uso de algo muito natural para eles: o sexto sentido.

Leia mais a respeito na Revista Personare.

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2 comentários: “Outros textos sobre o Iluminare”


  1. Flávia diz:

    Este trabalho é semelhante a cinesiologia (acho que é assim que se escreve)?


  2. vtuleski diz:

    Oi, Flávia,
    Não, este trabalho não tem nada a ver com a cinesiologia, que envolve tocar na pessoa. No Iluminare, não há contato físico.
    Abraços,
    Vanessa.

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Vanessa Tuleski

Vanessa Tuleski iniciou seus estudos de astrologia em 1989, passando a atuar como astróloga profissional 7 anos depois. Dá consultas astrológicas no Rio de Janeiro ou através do Skype para outras cidades. Agende a sua consulta!

É palestrante do evento anual de previsões astrológicas Presságios (RJ), colabora com os sites Personare e Constelar. Membro do SINARJ, palestrou eventos para astrólogos promovido por este sindicato de 2012 a 2015.

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