publicado por VTULESKI - Vanessa Tuleski
Durante muito tempo, a criança e os adolescentes foram vistos como um mini-adultos. A educação espelhava esse conceito. Crianças e adolescentes eram criados de forma severa e o adolescente vestia-se exatamente como o pai. Esperava-se que aprendessem o bom comportamento e que assimilassem rapidamente as regras do mundo adulto.
Com o surgimento da psicologia, no início do século, a visão que se tinha de crianças e adolescentes foi-se modificando. Inclusive foi neste século que o adolescente passou a ter uma cultura e comportamento nitidamente próprios.
Porém, se no passado presumia-se que a criança já tivesse que ter um comportamento formado, hoje vigora a idéia de que a criança não tem nenhuma personalidade ao nascer. É uma visão equivocada. Sim, é certo que a cultura, a aprendizagem serão todas formadas posteriormente. É certo que a família irá influenciar no comportamento da criança e na formação da sua personalidade. Mas se fosse desse modo, crianças nascidas com uma diferença de tempo curtas deveriam ser muito parecidas, mas não são. Cada uma delas tem seu próprio temperamento. Há aquelas que choram bastante, que dormem facilmente, que são mais sociáveis ou mais quietas, e milhares de outras diferenças que os pais podem notar entre cada um de seus filhos.
A Astrologia pressupõe que o seu filho já nasceu com a semente de sua personalidade. Seus principais traços e características estão embutidos nessa ’semente’. Porém, o modo como ela será cultivada – a educação, a cultura, tudo o que ela assimilar – vai depender grandemente da família, da escola, dos meios de comunicação. Mas uma criança não é um ser sem rosto ou sem personalidade como se imagina: todos as características básicas de sua personalidade estão presentes desde o início!
Há uma surpreendente conexão entre o mapa da criança e a da família. Se um casal tem problemas conjugais desde que casou, é possível que seus dois filhos, por exemplo, tenham esse problemas retratados em seus mapas. Ainda assim, cada um terá esses problemas tratado de um modo diferente. A percepção que cada um deles pode ter do pai ou da mãe também pode ser completamente opostas uma da outra.
A Lua simboliza a mãe, por exemplo. Um deles pode ter a Lua em Peixes, simbolizando uma mãe delicada, intuitiva e até mesmo um pouco frágil. O outro pode ter a Lua em Áries, simbolizando uma mulher enérgica e ativa. Seria a mesma mãe? Sim, mas um filho a percebe de um modo diferente do modo como o outro percebe, e eles também se relacionam diferentemente com a mãe. O da Lua em Peixes pode ampará-la e identificar-se com ela. E o da Lua em Áries preferirá um relacionamento mais franco e direto.
Nem todos acreditam que nascemos várias vezes. Se você é uma dessas pessoas, pule esse tópico e vá para o próximo.
Mas para quem acredita em carma, essa criança que nasceu não é ‘nova’. Seu corpo físico é de criança, mas sua alma pode ser tão ou mais ‘velha’ do que a dos pais. Nesse último caso, há a sensação de que é a criança quem ampara os pais, e não o contrário. Parece que ela é mais sábia ou mais forte ou mais madura ou qualquer coisa assim. Os pais tem a nítida impressão de que essa criança parece se ‘adiantar’, parece compreender melhor do que se seria capaz de supor para uma criança.
Para quem acredita em carma, nenhuma criança nasce à toa em uma família. Há um propósito para ela nascer nessa família. Ela pode nascer em uma família difícil, fácil, rica, pobre. Ela pode se entender melhor com o pai ou com a mãe, ela pode ter um relacionamento fluente ou difícil com os irmãos e tudo isso tem uma razão ou motivo. Em geral esses pais que acreditam em carma se assombram menos se seu filho manifesta uma forte personalidade. ou tem inclinações diferentes da educação que recebeu, como um precoce talento musical em uma família em que não há nenhum músico.
O Mapa Astral, como o próprio nome diz, é um assombroso ‘guia’ para a personalidade da criança. Apontará com surpreendente facilidade se ela é uma criança sensível, sociável, prática ou criativa. O objetivo é que os pais conheçam essas características, de forma a incentivar talentos e habilidades e ajudar a lidar com defeitos e fraquezas.
Por exemplo, uma criança com Saturno destacado em seu mapa já é naturalmente dotada de responsabilidade. Ela se sentirá bem em assumir responsabilidades. Em geral, essa criança já é hipersensível a críticas, sendo que as repreensões para ela antes tem que ser antes ser um incentivo do que uma ‘bronca’. Já a criança com Júpiter destacado, será naturalmente expansiva. Ela necessitará de muitos mais limites que a criança ’saturnina’. Ela poderá ter vontade de assaltar a geladeira, desperdiçar brinquedos, dormir muito tarde, enfim, qualquer coisa ‘difícil de controlar’. Os pais poderão ajudar a essa criança se criarem horários para dormir, se não deixarem que coma a toda a hora e outros limites. Não são limites sufocantes, pode haver uma flexibilidade neles, inclusive ela mesma requisitará essa flexibilidade, mas algumas regras realmente precisam ser aplicadas se não quiserem que ela se torne um adulto obeso, perdulário ou festeiro demais.
Mais um exemplo: uma criança com Urano destacado precisa de estímulos diferentes das outras. Ela tem uma grande necessidade de expressar sua originalidade e realmente irá se ressentir muito de uma educação ‘certinha’, cheia de regras, rotinas e repreensões. Isso não quer dizer que se deva deixar ela fazer o que quiser, apenas os pais precisam entender que ela ‘pensa diferente’ e gosta de idéias diferentes, mais modernas e arejadas. Se os pais não souberem lidar com essa criança, mais tarde ela poderá se tornar um adolescente rebelde e problemático. Mas se receber o estímulo correto, ela poderá ser muito criativa e inventiva.
Mais um exemplo de porque o Mapa Infantil é importante. Se houver a falta de um elemento (Fogo, Terra, Ar e Água) em um mapa, os pais podem começar a desde cedo a estimular aquela característica ‘faltante’. Assim, a criança com Zero Terra pode ser levada a brincar em parques, a ficar em contato com o chão, a fazer castelos na areia. Em casa, ela tem que ser ensinada a arrumar suas coisas, sua cama e a executar tarefas práticas, já que esse não será o forte ou o desejo dela. Por que é importante fazer isso? Porque, se não fizer, na vida adulta ela terá dificuldade em controlar sua conta bancária e deixará tudo bagunçado ao seu redor.
Existem muitos exemplos de como os pais podem ser orientados a conhecer a verdadeira personalidade de seu filho, que está toda contida em seu mapa astral. A idéia é que os pais reconheçam a individualidade daquela criança e colaborem da melhor forma possível. Se um pai ENTENDER o seu filho, ele poderá não concordar com tudo o que ele quer ou faz, mas ele estará próximo de seu filho, oferecendo apoio e compreensão, e relacionando-se com aquela criança.
A análise será diferente da que seria feita para um adulto. No caso, o astrólogo quer detectar potenciais e dar orientações para realçar qualidades e ajudar a corrigir defeitos. Porém, sobretudo, mais do que trabalhar com defeitos e qualidades se seu filho, ele irá trabalhar com ‘características’, e essas não são boas, nem más, e dizem muito a respeito de quem é o seu filho, com que ele sonha, o que ele gosta.
A análise também é diferente porque na interpretação para um adulto, um astrólogo separa tudo em partes, para depois reuni-las no final. No mapa da criança, não é necessária um processo tão analítico, porque ela está em formação. Quase o tempo todo, o astrólogo tentará ’sintetizar’ o que vê, e não separar. A criança é sempre mais ‘delicada’ para qualquer profissional, e isso não é diferente para o astrólogo. O objetivo dele será dar aos pais ‘dicas’ e orientações para que os pais possam para entender aquela criança que é o seu filho e para quem, certamente, eles querem dar o melhor do mundo!
Os pais que conhecem um pouco de Astrologia, se pudessem, escolheriam para seus filhos o ‘mapa perfeito’. Ora, alguém que tivesse um mapa perfeito (se é que isso existe) não precisaria nascer, certo?
Algumas vezes, interpretando alguns aspectos da carta natal de seu filho eles podem ficar ‘desesperados’ se encontrarem uma Lua oposta a Saturno. Podem dizer: ‘meu deus, meu filho poderá sofrer de depressão e eu sou o culpado disso!’. Para ‘aliviar’ a culpa inútil desses pais há dois argumentos.
O primeiro é: aspectos tensos não são necessariamente maus, e aspectos fluentes não são necessariamente bons. Conflitos e facilidades juntam-se para formar uma personalidade única, a identidade de seu filho. Assim, nada está ‘determinado’ lá. O livre arbítrio dele e a educação que receber irá influir muito em sua vida. Em segundo lugar: o mapa irá apontar qualidades e defeitos dos pais. Tudo nesse mundo tem qualidades e defeitos. O que os pais precisam lidar não é com o presente, com o que eles podem fazer de melhor agora para seu filho. É algo muito mais dinâmico do que ‘meu filho nasceu com a Lua em Capricórnio e eu não gosto dessa Lua!’ Não há mocinhos ou bandidos na astrologia, e sim, desenvolvimento. Assim como nas tramas de novelas, muitas vezes o que leva ao desenvolvimento pessoal são os próprios ‘bandidos’ (o que seria das novelas sem os ‘maus’?), isto é, aquelas dificuldades que o seu filho irá encontrar para desenvolver sua personalidade. Não as tema: trabalhe com elas. Mais uma recomendação: nunca leia o mapa de seu filho como um ‘ataque’ ou ‘elogio’ pessoal. Leia com a neutralidade de quem quer ajudar. Tente captar a personalidade dele e o melhor modo de ajudá-lo. O astrólogo irá ajudar você nessa tarefa, mas a sua sensibilidade será determinante e essencial!
Se você quer conhecer como é seu filho, o Mapa Infantil será uma valiosa ferramenta. Quem sabe, mais tarde, já adulto, ele não poderá lê-lo e se assombrar como a base de sua personalidade já era a mesma desde os doze anos, por exemplo? Certamente, ele ficará satisfeito de que, tão cedo, você tenha procurado conhecê-lo e entendê-lo!
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Vanessa Tuleski tem 21 anos de estudo de astrologia, e 13 de atuação como astróloga profissional. Dá consultas astrológicas no Rio de Janeiro (Ipanema) ou através do Skype para outras cidades. Agende a sua consulta!
Foi uma das palestrantes do evento Presságios, no Rio de Janeiro, em novembro de 2009. Falou também no evento da Central Nacional de Astrologia realizado no Rio de Janeiro em junho de 2010.
Um livro de Vanessa Tuleski.
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É uma terapia energética-espiritual que visa transmutar conteúdos mentais, emocionais e de outras ordens que estejam causando obstruções no fluir da vida, gerando dificuldades afetivas, de saúde, profissionais, etc.
A principal característica deste trabalho é o uso do sexto sentido para acessar diretamente no inconsciente do cliente o que é que está gerando bloqueios ao livre fluir da energia. Onde a energia flui, atraímos as coisas boas, como amor, prosperidade, reconhecimento, etc.
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