Cinco coisas que aprendemos em 2020 e sua correlação com os ciclos macros da Astrologia

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O ano da pandemia trouxe alguns aprendizados, que poderão ser transitórios ou duradouros

Entenda a ligação dos cinco principais aprendizados coletivos de 2020 com os trânsitos dos planetas lentos.

01. Temos coisas em excesso, e muitas delas nem usamos ou nos lembramos que existem

Urano, Netuno e Plutão, como planetas mais distantes do Sol, realizam trânsitos lentos pelos signos, que duram vários anos. Cada época é única, formada por uma mistura de trânsitos lentos que dificilmente se repete no Céu em sua composição.

Em 2018, Urano entrou pela primeira vez em Touro, em 2019 entrou de vez, e só vai terminar este trânsito em 2026. O papel de Urano é revolucionar, questionar, e uma das questões que ele vem trazendo, sendo Touro um signo de consumo e matéria, é: “precisamos de tudo isto”? É bom ter conforto, mas o quanto precisamos de tudo o que estamos consumindo? Outras perguntas deste trânsito são: eu tenho que ter algo ou posso alugar enquanto usufruir (como bicicletas, carros, casas)? Outra pergunta possível deste trânsito, que também vem mexendo bastante com o âmbito financeiro (desde a instabilidade até o dinheiro virtual): temos todos que morar em grandes centros?

Além do trânsito de Urano em Touro, em 2020, três planetas lentos estiveram juntos boa parte do tempo em Capricórnio: Júpiter, Saturno e Plutão. Esta concentração em Capricórnio, um signo econômico e básico, repercutiu na mesma pergunta que Urano em Touro já vinha fazendo, já que criou um estado de restrição. Isolados dentro de casa, usando máscaras, tendo que ser disciplinados (algo capricorniano) com álcool gel e lavagens de mão, nos perguntamos: será que precisamos desta quantidade toda de tralha que acumulamos? Será que não estamos desperdiçando muito dinheiro com supérfluos? E estamos trabalhando para consumir, e não exatamente para viver uma boa vida?

Então, não se trata de não ter as coisas, mas realmente de gastar demais e muitas vezes nem tirar proveito. Vamos ver se esta lição pode ser mais duradoura, indo além de 2020, se podemos ser mais racionais com o consumo individual e coletivo, ou se, assim que o mundo voltar a abrir, vamos voltar a consumir sem freio e critério.

02. Precisamos fortalecer e valorizar nossos laços familiares

Isto foi, simplesmente, a cara de 2020, ano em que houve redução de visitas familiares e, para muitas famílias, perdas de pessoas queridas. Em razão da já mencionada tríplice conjunção de Júpiter, Saturno e Plutão já se esperava que 2020 iria ter grandes desafios, mas foi realmente algo grande.

A ênfase em Capricórnio produziu reflexos no signo oposto, Câncer. E Câncer rege a família e os laços íntimos. Em 2020, tivemos de olhar para isto. Relacionamentos foram perdidos para o COVID-19, outros foram fortalecidos pela intimidade da união familiar e, outros, ainda, mostraram o quanto são danosos, no caso, por exemplo, de violência doméstica, que aumentou exponencialmente com o isolamento social.

03. A ordem que conhecíamos não era a única, e novos modelos podem surgir

A drástica mudança no mundo conhecido, em razão das providências para fazer frente a uma grave pandemia, nos fez ver que a forma de produção de trabalho – um tema capricorniano – baseada em um modelo basicamente presencial, não era a única,

Em 2020, descobrimos que é possível trabalhar de casa (e muito), socializar de casa (através das reuniões virtuais), aprender (com cursos online). Então, certamente vamos levar o conhecimento disso para os anos vindouros, testando novos modelos mistos de trabalho – virtuais e presenciais.

Isto, curiosamente, mexe com outro trânsito já mencionado: Urano em Touro. Touro é basicamente o signo do físico. Urano, o planeta da rebeldia, transitando ali subverte o físico, e quer liberdade, algo também próprio deste planeta, diante do físico. Ou seja, muita gente gostaria de morar em um lugar e continuar trabalhando para uma empresa em outro, muitos e muitos quilômetros distante.

04. Fazemos parte de uma aldeia global

Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre vivermos em uma aldeia global, esta foi por terra em 2020. Um vírus descoberto em um vilarejo chamado Wuhan, no que até então víamos como a geograficamente distante China, viajou o mundo inteiro, causando estragos. Atingiu primeiro a Ásia, depois a Europa e, a seguir, o restante do mundo, em uma trajetória desconcertantemente veloz. Ou seja, um problema no lugar “x” pode um dia repercutir no lugar “y”, totalmente distante.

Não posso dizer que realmente aprendemos esta lição integralmente, mas sentimos na prática, como nunca antes, o sentido de viver em uma aldeia global. Para realmente aprendermos, vamos ter que parar de olhar o “lá” como algo distante, e entender que o problema de um lugar é o problema de todos.

E a pandemia tentou nos ensinar isto como ninguém. A falta intencional de cuidado de uma pessoa assintomática pode ter levado várias outras pessoas vulneráveis a morte. Entender que não podemos mais negar a ligação entre todos é uma lição árdua, mas que começou a ser minimamente entendida em 2020.

Além disso, a tríplice conjunção em Capricórnio esteve, ao longo do ano, em harmonia com Netuno em Peixes, simbolizando a abnegada e valente classe médica, que, ainda que com duras baixas, lutou incansavelmente para levar auxílio a hordas de doentes no mundo todo.

E, por fim, sem gestos de ajuda e solidariedade – algo que também tem ligação com Netuno em Peixes – a pandemia teria sido muito mais difícil. No Brasil, grupos se organizaram em lugares carentes para ajudar pessoas pobres enquanto o comércio esteve fechado.

05. A vida que tínhamos antes da pandemia tinha muitos pontos positivos, e talvez não déssemos total valor a eles

Dizem que a privação de algo nos ensina sobre o valor de algo. Em 2020, perdemos entretenimento externo (cinema, teatro, shows), liberdade de ir e vir (em especial durante o isolamento social mais intenso, bem como com a restrição de fronteiras e viagens), poder circular com a nossa cara, sem máscara, e, finalmente, encontrar e abraçar pessoas. Ficamos apartados, portanto, da rica variedade de experiências externas e com outras pessoas.

Nós, que somos um povo caloroso, adoramos nos reunir, e foi justamente isto o que foi proibido em 2020. E embora nem todos tenham respeitado as medidas preventivas para não a proliferação do COVID-19, fazendo festas e raves, vários de nós respeitamos, e estamos com saudade de fazer um curso presencial, olhar cara a cara e sem máscara, tomar parte em uma festa de aniversário bacana, com todos os nossos amigos e familiares, encontrar pessoas livremente, seja na rua, parque, bares ou restaurantes, além de conhecer coisas novas.

Isto é um aprendizado: valorizar as belezas e alegrias da vida. A COVID-19 colocou a Terra como um paciente gigantesco e não vemos a hora de sair desta grande doença coletiva e desfrutarmos do mundo, a começar pelas viagens canceladas em 2020. Em um ano duro – pautado pelas restrições saturninas/capricornianas – nós agora estamos dando uma outra dimensão a múltiplos prazeres que tínhamos antes, e percebendo o quanto diferença faziam diferença e nos alegravam.

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