Rita Hayworth

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‘Nunca houve uma mulher como Gilda’, e, tampouco, como Rita Hayworth. Diva da década de 40, encantou por sua beleza, carisma e por sua dança. Foi a primeira atriz a se casar com um príncipe, Aly Khan, e depois foi seguida por Gracie Kelly. Teve com Aly Khan uma filha e o casamento durou pouco. Foi sua filha quem esteve ao seu lado quando Rita começou a sofrer do Mal de Alzheimer, e morreu em 1987, antes de completar 69 anos. Apesar de ter sido absoluta enquanto reinou, Rita não é tão lembrada quanto Marilyn Monroe. Ao que se deve isso? Ao fato de Marilyn ter morrido no auge da carreira? Fica difícil responder. Assim como Marilyn, Rita também mudou de nome. Seu nome original era Rita Cansino. E também como Monroe, que não era loira de nascença, Rita também modificou algo em seu cabelo, porém de forma muito mais dolorosa do que simplesmente pintar. Submeteu-se a uma eletrólise para mudar a linha em que se inicia o crescimento dos fios, os quais, na opinião de seu primeiro marido, começavam muito na testa. Certamente, Marilyn deve ter se preparado para ser uma ‘movie star’, porém não deve ter se esforçado tanto quanto Rita, cujo pai a obrigava, na adolescência, a muitos treinos de dança, até que ela estivesse perfeita. É por isso que Rita era tão desenvolta. Tentaremos desvendar a pessoa por trás do mito e alma por trás da figura de inquestionável beleza. 

 

Rita Hayworth nasceu no dia 17 de outubro de 1918, em Nova Iorque, às 14h13. No momento em que Rita nascia, o signo de Aquário estava no horizonte leste. Era, portanto, seu signo Ascendente. Urano, planeta regente desse signo, estava na primeira casa. Rita tinha um anseio quase irreprimível de independência e de fazer algo único e original. E o que quer que fizesse, jamais seria uma ‘cabeça vazia’ ou uma mulher burra, muito pelo contrário, tinha uma inteligência vibrante e uma mente livre. Aquário e Urano no Ascendente também são responsáveis por sua vida instável: Rita preferia o rompimento a manter algo que não correspondesse aos seus anseios internos e a sua busca da verdade.

A diva nasceu com o Sol em Libra. Tendo o Sol nesse signo, os relacionamentos sempre foram algo muito importante para Rita, que sempre procurou realizar-se neles, e, ironicamente, nunca conseguiu. Também a beleza e a harmonia lhe eram importantes, e Rita sofreu quando os anos começaram a marcar seu lindo rosto. Seu verdadeiro medo era o de perder a estima e a admiração das pessoas.

Por que os relacionamentos de Rita não deram certo? Olhando a sétima casa de Rita, a dos relacionamentos, nós vemos que ela tem Leão lá. Ela esperava alguém especial, de personalidade. Saturno estava em Leão, o que explica a sua atração por homens mais velhos, que talvez funcionasse como substitutos do pai. Saturno se opõe a Urano, indicando que muitas vezes seus relacionamentos terminavam de forma repentina.

Não temos dúvida de que Rita amou e foi amada. O sensível Netuno ocupava a casa de seus relacionamentos e Rita freqüentemente idealizava seus parceiros. Muitas vezes, eles não eram o que ela imaginava que fossem. Como Netuno está em trígono com Marte, ela se sentia atraída por homens que combinassem virilidade com um possível toque de sensibilidade. A sétima casa é também a do público, e, com Netuno ali, Rita fascinava. Ela era amada por homens e mulheres e suas aparições eram tão espetaculares quanto as de qualquer atriz hollywoodiana de hoje. Netuno estava no criativo Leão. Para o público, ela transmitia a imagem de alegria e efusividade desse signo.

Rita tinha a Lua em Peixes. Tinha uma enorme sensibilidade. Seu mundo emocional era fluido e ela chorava e ria com facilidade. Talvez por esse motivo tenha escolhido a expressão artística, e também porque o regente de Peixes está em Leão, o que lhe deu veia artística.

A imagem de sensualidade associada a Rita é devido ao seu Meio-do-Céu (imagem pública) em Escorpião. Rita não se sentia pessoalmente tão sensual quanto os papéis que fazia. Na verdade, com Aquário ascendente, via a si mesma de um modo intelectual.

Marte está na Casa Dez de Rita, em Sagitário, e em trígono com Netuno. Marte simboliza o movimento, a ação, e Netuno simboliza a música. Não é de se estranhar que Rita tenha sido conhecida por sua dança, uma expressão desta combinação. Marte está em Sagitário, signo da liberdade, e em diversos papéis na sua carreira Rita interpretou mulheres ousadas, que usufruíam da sua própria liberdade.

A Vênus de Rita está em Libra, na oitava casa. A colocação de Vênus em Libra, aonde ele está dignificado, e sendo Rita uma libriana, explica a beleza com que nasceu. Vênus faz uma quadratura larga com Plutão: os relacionamentos sempre tiveram muito impacto na sua vida e vários deles terminaram de maneira conflitanet e tempestuosa.

No final de sua vida, Rita foi vítima do Mal de Alzheimer, doença degenerativa do cérebro que vai causando gradual perda de memória. Suspeita-se que essa doença seja genética. Estaria essa doença aparente no mapa de Rita? Examinando o planeta tradicionalmente associado aos problemas de saúde, Saturno, vemos que ele faz um quincunce com a Lua. Ora, a Lua simboliza a memória, o passado, e também as emoções. O quincunce entre a Lua e Saturno indica que Rita pode ter sofrido várias vezes de depressão. Ela foi ensinada que deveria ter uma vida sempre alegre e glamurosa (Saturno em Leão), mas, em seu íntimo, tinha vagas apreensões e tendências, também, a se ver como vítima (Lua em Peixes). Nesse sentido, o Alzheimer pode ter sido uma alternativa para que Rita não precisasse mais confrontar sua dor ou sua solidão. Essa ferida emocional básica é expressa pela conjunção Lua-Quíron. Ou seja, Rita pode ter sentido que jamais poderia curar essa dor emocional e isso podia deixá-la ainda mais deprimida.

Saturno também se opõe a Urano. Urano rege a atividade nervosa. Tem a ver com os impulsos elétricos enviados ao cérebro, e está na primeira casa, que rege cabeça e cérebro. O que aconteceu é que esse fluxo foi se tornando menor, devido a degeneração das células do cérebro. Aqueles que a conheciam antes da doença se instalar, viram uma pessoa sempre elétrica e agitada, e o Alzheimer simbolizou uma interrupção disso, substituindo sua brilhante lucidez por frases e palavras incongruentes. Entretanto, para que fique bem claro, Rita não precisava ter desenvolvido Alzheimer. Ela o desenvolveu por razões internas, pois nenhuma doença nos acontece por acaso.

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Se perguntarem: Rita poderia ter tido uma outra vida? Ela conseguiu o que quis. Queria reconhecimento e atenção. E teve. Queria sucesso, aplauso e glória. Porém, tudo isso talvez tenha atrapalhado as idas e vindas de Rita no plano dos relacionamentos, que foi o campo mais mal resolvido de sua vida. Rita atraía homens inteligentes e cultos e ela mesma se interessava muito por cultura e era muito inteligente. Mas o que Rita queria dos relacionamentos era uma espécie de fusão e esta ela nunca conseguiu. Já é difícil para as meras mortais, que dirá para uma estrela de hollywood, que, em regra, não vive em um mundo muito previsível.

1 comentário sobre “Rita Hayworth”

Desde criança eu assisto todos os filmes e sou muito fã dessa artista. Eu adorei todos os seus filmes, principalmente “Quando os Deuses amam” e “Gilda”. É muito dificil ser muito bonita e envelhecer, porque as pessoas ficam te reparando o tempo todo, exigindo a pessoa sempre arrumada, bonita e tambem só enxergam a beleza exterior, só o corpo. Já aconteceu de a pessoa ficar comigo só por causa da aparência, o que não é legal.

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