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Bohemian Rhapsody e o mapa revelador de Freddie Mercury

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Bohemian Rhapsody e o mapa revelador de Freddie Mercury

O filme Bohemian Rhapsody revela a ponta do iceberg do que foi Freddie Mercury. Descubra as duas principais marcas astrológicas do legendário cantor.

Artigo escrito em novembro/2018

Quando eu soube que haveria um filme sobre Freddie Mercury, uma das vozes masculinas mais belas, versáteis e impressionantes dos últimos tempos, tive a certeza de que estaria na estreia de Bohemian Rhapsody, e assim foi. O filme recebeu diversas críticas por suas falhas, seja pela falta de intensidade na condução da história – a qual, porém, surge total nas cenas musicais –, seja por algumas liberdades de roteiro, que alteraram fatos e cronologia. O filme, perfeito em recriar cenas, personagens e cenários, e com o excelente Rami Malek mimetizando Mercury em todos os seus gestuais nos shows, talvez falhe em aprofundar a complexa persona do vocalista. Não falha, porém, ao recriar o ícone do palco, que, aí sim, surge inteiro na voz potente e rara, além da magnética presença cênica. Mercury, no passado, havia prometido: “Eu não serei um astro do rock, serei uma lenda.” E assim cumpriu. Este artigo se dedica a mostrar as duas principais marcas astrológicas desta figura icônica.

Um astro virginiano

Quem é leigo em Astrologia pensa no signo solar como sendo a única coisa que define a personalidade. Sim, o signo solar é importante, mas cada um de nós tem uma Carta Astrológica complexa e intricada e, e é mais significativo descobrir a assinatura única de desta carta do que ficar preso ao signo solar ou então a características separadas. De toda forma, vamos começar pelo signo solar.

Filho de pais indianos, de religião zoroastra, Freddie Mercury nasceu como Farrokh Bulsara, na Tanzania, em 5 de setembro de 1946. Não há registro de seu horário de nascimento, o que impede de conhecer seu Ascendente e a distribuição dos planetas pelas Casas Astrológicas.

O que seria um famoso ídolo do rock nasceu sob o signo de Virgem, que pode ter por tema lidar com críticas, e Farroukh sempre chamou a atenção pelos dentes proeminentes, tendo sido uma criança dentuça e um adulto com 4 dentes permanentes a mais na arcada dentária. Certamente, deve ter sofrido bastante bullying e constrangimento por conta desta característica. Contudo, já na adolescência, interessou-se por música, tendo aprendido a tocar piano e feito parte de um coral em um internato na Índia. Lá também teve contato com ópera e música clássica, algo que influenciaria a sua carreira musical.

Declarações que mostram a faceta virginiana de Freddie Mercury:

  • Freddie sempre reconheceu as conquistas das pessoas, bem como a sua própria. Incentivou John Deacon a compor e ajudava nas canções de Brian e Roger. Não só os colegas de banda descrevem-no como tímido, reservado e introvertido, como ele próprio, em uma entrevista, disse que não era a pessoa que aparecia no palco. Virgem é um signo que gosta de ajudar os outros e que tem como uma de suas possíveis características a timidez.
  • Alguns amigos de Mercury disseram que ele era uma pessoa modesta e que, na companhia de amigos e parentes, não agia como o astro. A simplicidade é algo ligado a Virgem.

O músico também amava gatos e peixes, sendo este o signo dos animais. E, ainda que tenha nascido com uma voz privilegiada, tinha um domínio técnico dela, algo virginiano, pois este é o signo do treino, habilidade e técnica.

O sobrenome artístico que o cantor escolheu para si mesmo, Mercury em inglês e Mercúrio em português, é o planeta regente do signo de Virgem, e teve origem na Astrologia, que ele também usou para criar o símbolo do Queen, com os signos dos integrantes fazendo parte do elaborado logo. O astro teve formação em design gráfico, onde mesclou a habilidade técnica de Virgem com o talento artístico de Libra, signo destacado em sua Carta Astrológica.

O mapa solar de Freddie Mercury

Mapa solar é um mapa em que se coloca, simbolicamente, o grau do Ascendente como estando no grau do Sol. Este Mapa pode ser interpretado na ausência do Mapa Astral, embora não o substitua, mas de alguma forma reverbere em paralelo com o verdadeiro Mapa.

Se colocarmos o Ascendente a 11:56 de Virgem, posicionamento do Sol do cantor, vamos ter o Meio-do-Céu, que é a casa da carreira e notoriedade, em Gêmeos, com Urano lá. Urano é o regente de tudo o que é eletrizante, diferente e genial, mas também chocante e que quebra padrões, todos estes papéis exercidos pelo artista.

O astro de rock teria a Lua em Sagitário se tiver nascido até 9h23 ou em Capricórnio, com nascimento a partir de 9h24. Particularmente, não creio em um Freddie Mercury com Lua em Capricórnio. Todas as suas características são de Lua em Sagitário. A Lua mostra com o que a pessoa se sente à vontade e o criador de “Love of my Life” sempre foi exagerado em tudo o que fez, algo sagitariano. A Lua em Sagitário é regida por Júpiter, que é a grande marca astrológica do cantor, conforme vamos analisar a seguir. Há que se observar, também, que Freddie, ao se estabelecer na Inglaterra, era de família estrangeira, o que pode ter a ver com Sagitário, e que rompeu com os padrões da sua família, remetendo à oposição da Lua com Urano. 

O horário de nascimento de Freddy Mercury não está disponível, de modo que este é um mapa que apenas coloca o Sol na Casa 1

A marca do olímpico Júpiter

A marca Sagitário/Júpiter aparece em Mercury em algo físico: os dentes proeminentes. Sagitário é o signo do animal mitológico centauro, metade homem, metade cavalo. Algumas pessoas com este signo destacado no mapa têm os dentes proeminentes, que lembram a face de um cavalo. Um sagitariano famoso com esta característica é Sílvio Santos.

Freddie, quando era jovem, se vestia com roupas extravagantes, pintava as unhas, usava delineador e tinha cabelos longos, característica que foi apreciada e reforçada por sua namorada na época, que o acompanhou a vida inteira como amiga depois, Mary Austin. Isto já é Júpiter/Sagitário. Mais tarde, no Queen, também usou figurinos espalhafatosos, como macacões de malha hiperdecotados, uma extravagante blusa de cetim branco plissada, uma marcante jaqueta amarela, um conjunto com manto, coroa e cetro e assim por diante.

A atenção que sempre teve com o visual, da logomarca do Queen às roupas, vem de um stellium (concentração de planetas) no estético signo de Libra, a segunda marca astrológica do vocalista, onde ele tinha Netuno, Marte, Quíron, Júpiter e Vênus. O seu visual foi se refinando com o tempo, mas foi algo que sempre chamou a atenção no cantor, que sempre teve a elegância libriana (ele nunca foi gordo), com figurinos cuidadosamente pensados. Mais tarde, ele alcançou um equilíbrio estético (Libra) quando adotou cabelo curto e bigode, que marcaram o visual com que ficou mais conhecido, e que também permitiu suavizar (Libra) a arcada dentária proeminente.

Mas seria Júpiter uma marca astrológica tão somente pelo fato de ter a Lua em Sagitário, o que já seria bastante? Na verdade, não, o cantor tinha Júpiter conjunto a Vênus. Vênus mostra o que se ama, e, Freddie amava o que era grandioso, superlativo, excessivo, ou seja, tudo o que era Júpiter. E ele também amava (Vênus) com excesso (Júpiter). Seus amantes mais longevos foram presenteados com carros, diamantes e dinheiro. Vênus rege dinheiro, e o cantor declarou ao The Sun: “Estou atolado em dinheiro. É vulgar, mas maravilhoso. Tudo o que quero da vida é ganhar dinheiro e gastá-lo”, uma declaração com muita ligação com a conjunção Vênus/Júpiter, que também lhe trouxe um número excepcional (Júpiter) de amantes, já que Vênus rege também a faceta amorosa.

Amigos declararam que ele tinha um apetite inesgotável, ou seja, jupiteriano. Todo excesso, na Astrologia, é imputável ao maior planeta do zodíaco, que também rege prosperidade e sucesso. “O excesso é parte da minha natureza, preciso de perigo e excitação”, declarou ao Mirror, em 1991, ano de sua morte.

Este planeta também se avizinha a Quíron e Marte. Marte é a sexualidade, e a de Freddie também foi exagerada; Quíron envolvido ali mostra que os excessos na sexualidade acabaram sendo uma ferida (significado deste asteroide), uma vez que contraiu Aids através deles, em uma época em que não havia meios de administrar a doença como hoje.

A voz rara na conjunção de Vênus com Júpiter

A conjunção Vênus/Júpiter/Quíron também deu ao cantor um presente inesperado (embora possa não ter se manifestado com outras pessoas que nasceram com ela). Além de ser o regente de Libra, Vênus é também é de Touro, o signo da voz, e Mercury nasceu com uma potência vocal (Vênus) espetacular (Júpiter). O cantor nunca quis consertar seus dentes, pois acreditava que era isto que havia propiciado sua emissão vocal fora do comum. Quíron, que faz parte da conjunção, com frequência rege habilidades inatas, e, fora a participação no coral, o cantor declara não ter tido treinamento vocal específico, o que é surpreendente em relação ao total domínio que tinha.

Contudo, o que os estudiosos apuraram é que, ao cantar, as pregas ventriculares vibravam junto com as pregas vocais, algo incomum e que lhe dava vantagem na produção do som. Além disso, as cordas vocais do cantor se moviam a uma velocidade superior ao do padrão humano. Estas peculiaridades físicas superlativas (Júpiter) geraram os vocais altos e ásperos que mesmerizavam plateias, além do timbre belíssimo e vibratos incríveis, fazendo-o se sobressair até mesmo em relação a cantores de ópera e como a mais potente voz do rock. Contam algumas pessoas que, durante as gravações do álbum “Barcelona”, ele desafiou Montserrat Caballé, uma das cantoras líricas mais conhecidas, para ver quem possuía maior fôlego, tendo ganhado da cantora com larga vantagem.

Mercury, segundo ele mesmo, era barítono, a voz intermediária masculina (o baixo é a voz mais grave), mas, tinha grande alcance vocal. Por isto, cantava como tenor, a voz aguda masculina. Sua nota mais grave, contudo, não seria alcançada por um tenor, que transita melhor entre os agudos. Então, ele emitia um som de tenor com o corpo vocal mais forte e preenchido de um barítono. Possivelmente, foi o reconhecimento de sua voz como sendo fora do comum que tirou Freddie do que seria um circuito de complexo e autocrítica virginiano gerado pelos dentes salientes e por um pai rigoroso, expresso por Saturno em Leão próximo de Plutão em seu Mapa. Este pai muitas vezes foi castrador, de acordo com os padrões da época, mas nunca conseguiu submeter o cantor ao destino que desejava, já que Freddie conhecia a sua real vocação e potencial.

 “Sempre achei que seríamos grandes… E somos!”

Esta foi uma das declarações de Mercury deu sobre o Queen. Ele sempre soube estar destinado ao estrelato. A marca de Júpiter é fortíssima na personalidade do artista. Durante a condução da banda, nunca faltou ao vocalista muita autoconfiança, caraterística deste planeta. É difícil saber o quanto isto pode ter sido insuflado por drogas, algo comum e muito difundido na época, mas o fato é que toda a postura do vocalista sempre foi de extrema autoconfiança.

O homem de 1,77 m parecia um gigante no palco, e a famosa pose, que lembra a de um super herói (algo associado a Júpiter), que ficou gravada na memória todos, é a de ele todo esticado, como se quisesse – e fosse – maior do que fisicamente era, com as pernas afastadas, e os braços esticados em diagonal, um para cima e o outro cima para baixo. Isto é puro Júpiter, o planeta ligado a Zeus, o deus mitológico. Este é o planeta do marketing, do carisma, das torcidas e do entusiasmo e era isto que que os shows do Queen geravam, inclusive com batidas de pés no chão e “gritos tribais”, como se todos fossem um só com o líder, no caso, Freddie Mercury.

Júpiter aparece no gigantesco (não há nada modesto neste planeta) carisma do cantor, já que rege também esta característica, que sabia como ninguém como envolver uma plateia, sendo que o filme mostra o espetacular show no Rock in Rio, em que milhares de pessoas cantaram juntas, sem o vocal do cantor, regidas por um vocalista absolutamente senhor dos palcos.

No filme, ele aparece contando para Mary a emoção ímpar daquele momento: “eu não sabia se eles estavam me acompanhando, entendendo o que eu cantava, e, de repente, eles começaram a cantar sozinhos”. Foi o show com o maior recorde de público e uma com uma sinergia total entre cantor plateia, repetida mais tarde no “Live Aid”, em 1985, o show para vítimas da fome na África, em que o Queen roubou todas as atenções, competindo com bandas de peso e história, mas em Mercury acabou sendo o maestro inesquecível de voz belíssima e atuação arrebatadora. Um meteoro. E meteoros não são para viver muito tempo, se consomem, com todos os exageros jupiterianos.

Mais tarde, ele o Queen se tornaram referência de bandas e vocalistas, que quiseram reproduzir a energia de suas performances eletrizantes que arrebatavam o público. Servir de exemplo e criar história é algo de Júpiter também. O Queen quebrou vários recordes e inaugurou várias características depois copiadas nos shows de rock, tendo sido o precursor também dos videoclipes. Dominavam o marketing como ninguém, embora não tenham feito músicas só para agradar. Só se destacaram porque, jupiterianamente, muitas vezes ousaram e quebraram paradigmas e fórmulas, como foi o antológico caso de “Bohemian Rhapsody”, a música título do filme, que elevou o Queen e seu vocalista a alturas jupiterianas excepcionais.

Mas exatamente ali Júpiter esteve mais presente do que nunca. Segundo o filme, mas sem confirmação na realidade, o produtor musical era contra o lançamento de uma canção de impensáveis quase 6 minutos e precisou haver muita autoconfiança da banda para não ceder a isto e às fórmulas fáceis de sucesso e procurar uma outra alternativa. A música acabou sendo lançada com uma engenhosa estratégia de marketing no rádio e alavancou o Queen ao Olimpo Musical, de onde nunca mais saiu. A linda música, por sinal, é comentada por professores de canto como sendo de grande desafio e complexidade vocal (com bastante trabalho também para quem toca o piano), dada às variações súbitas e extremas, e Freddie Mercury fazia soá-la natural, como todas as outras que cantava, indo do suave ao agudo com total maestria.

Excessos: o lado sombrio de Júpiter

Este planeta empresta confiança, notável carisma, chance de sucesso e prosperidade, mas não sabe parar. A vida de Mercury foi repleta de exageros. Ele morreu porque contraiu Aids, mas não se sabe se os excessos teriam cobrado a conta mais tarde, se não tivesse tido a doença, que eclodiu com o trânsito de Plutão em Escorpião. Escorpião é o signo do sexo, e, após a revolução sexual dos anos 60 e 70, a Aids veio trazer o terror (Plutão), em meados dos anos 80, para este âmbito. Na época em que descobriu que estava com a doença, em 1987, Plutão quadrava o Plutão natal de Freddie, um trânsito que pode representar crises, no caso, uma crise gravíssima que prenunciaria o final de sua vida.

 

Freddie Mercury e a energia libriana do Queen 

 

O filme mostra que o Queen não foi a banda de um ou dois líderes e o restante de seguidores menos brilhantes, como aconteceu muito no rock, mas uma banda de quatro fortes integrantes. Mercury muitas vezes fez conduções certeiras e grandiosas, como a ideia de vender o veículo para fazer shows e, então, usar o dinheiro da venda para gravar o primeiro álbum, e foi responsável por composições belas e inesquecíveis, mas os outros integrantes também trouxeram ideias geniais, em uma sinergia muita além da relação líder e liderados. E isto é algo libriano, o signo da troca.

No filme, quando um Mercury arrependido pelos excessos tenta retomar a banda (não se sabe, porém, se isto foi real, pois, segundo os biógrafos, houve concordância entre os integrantes de dar um tempo na banda e se concentrar nos trabalhos solo), ele fala: “eu não existo sem vocês, e vocês sem mim”. O lado Libra sempre foi muito atuante no cantor, este é o signo das parcerias e Mercury foi um homem de parcerias, feitas ou desfeitas, mas sempre presentes na vida dele. Com Mary, fez uma parceria de uma vida inteira, apesar de com o tempo ter se interessado muito mais por homens do que por mulheres, e nunca mais ter retomado o contato físico entre eles depois que isto aconteceu. Houve parceria com a banda, com empresários, com amantes. Mercury, apesar de ser uma estrela ofuscante, nunca conseguiu viver e estar sozinho, e isto é Libra. Contudo, muitas de suas declarações versavam sobre solidão, o monstro que Libra mais teme. “Você pode imaginar como é terrível quando você tem tudo e você ainda está desesperadamente só? Isso é terrível para além das palavras”, declarou.

Só muito mais tarde na vida teve um relacionamento estável com Jim Hutton, que continuou com ele, praticando sexo seguro, depois de saber que Freddie tinha Aids (mais tarde, Hutton se descobriu portador do vírus também, mas morreu de câncer de pulmão em 2010). Quando a Aids levou embora o meteoro dos palcos e de uma das vozes masculinas mais excepcionais que já houve, Netuno, por trânsito, enfraquecia Marte, o planeta da energia, levando ao colapso do seu sistema imunológico. No dia da sua morte, Marte estava exatamente conjunto ao Marte natal e em quadratura com Netuno. A conjunção de Marte, que ocorre a cada dois anos, é um miniciclo de renovação, que, no caso do cantor, finalizou sua etapa no corpo físico.

Como uma namorada que se tem, Freddie teve desentendimentos com a banda e vice-versa, mas também voltava para ela. Freddie falava sempre em “família”, mas era uma família e um casamento (Libra). Quando teve oportunidade de fazer dois discos solo, em uma das falas do filme conta que contratou um time talentoso de músicos, “mas que eles só obedeciam”, e que não podia vivenciar com eles justamente o que Libra traz de mais precioso: troca e igualdade, ainda que sempre permeados por diferenças e atritos, como em qualquer casamento e parceria.

Contudo, Brian May, guitarrista do Queen, descreveu Freddie Mercury como uma pessoa “pacífica e diplomática, que rapidamente resolvia as divergências com seu senso de humor”. São características librianas, que aparecem no filme. Ele muitas vezes agiu de forma contrária ao que a banda queria, e era chamado a atenção por isto, mas acabava voltando para ela.

Librianamente, também houve conflitos da banda com elementos vistos como intrusos, notadamente Paul Prenter, agente pessoal de Mercury e com quem ele teve envolvimento afetivo e sexual. Mas Freddie estava sempre de um lado, seja do namorado/parceiro ou da banda, o que é uma característica de Libra, signo que tem forte necessidade de se encontrar nas parcerias e que não suporta estar só. Quando, depois de muitas orgias com drogas e sexo, a antiga namorada Mary pediu que ele “voltasse para casa”, ainda que ela não fosse mais eroticamente desejada, era o “amor simbólico” de sua vida, foi a ela a quem Freddie escutou, dispensando o até então absoluto Prenter, que, de acordo com o filme, influenciou para que Mercury se afastasse do Queen, não sendo bem visto pelos integrantes do grupo.

Mary é extremamente importante na vida do cantor. Foi ela que estava ao lado dele quando ele não era ninguém, e isto é valioso em uma circunstância de fama, pois é como recuperar uma origem real, sem máscaras e interesses. É bom lembrar que naquela época todas as bandas de rock mergulhavam no esquema de orgias sexuais e drogas e que, como estas pessoas que ingressavam muito jovens nesta vida, perdiam toda a referência de normalidade a partir dali. Daí a importância de Mary Austin, uma das poucas âncoras na vida do cantor, junto com a própria banda. De acordo com biografias, Mary teria ajudado o cantor a se livrar do LSD e da heroína em 1982.

Em entrevista, Austin contou que demorou para se apaixonar por Mercury, mas que depois desenvolveu um amor incondicional (Netuno) por ele, ainda que não mais viável para se formar uma relação. Um amor de Netuno em Libra, um posicionamento astrológico do mapa do cantor. Netuno é o planeta que deixa o sentimento em estado puro, idealizado, mas sacrificial, pois não toca mais e não é mais físico, caso do relacionamento deles. Foi desta forma que o artista levou o amor por Mary a vida inteira, legando a ela, depois que faleceu, uma boa parte da sua fortuna.

Libra, portanto, é a segunda submarca importante do cantor, responsável, inclusive, pelo seu indiscutível talento artístico, pois ele também era um inspiradíssimo compositor. A mistura do masculino com feminino, tão característica do cantor, também pode estar ligada a posicionamentos em Libra. Ele tinha Vênus, o planeta do feminino, domiciliado em Libra, mas Marte, do masculino, também, separados por 11 graus. Antes de assumir o visual masculino da década de 80, usou, na década anterior, acessórios e itens considerados femininos. Contudo, quanto mais se aproximou de sua homossexualidade, foi também firmando uma imagem masculina (Marte) no palco, com movimentos vigorosos e muita energia. O Queen, aliás, sempre transitou com facilidade entre os dois polos, o hetero e o homossexual, até pela sexualidade do cantor.

O filme termina com o antológico show do Live Aid, deixando uma saudade profunda do cantor e um gosto de “quero mais” para entender o significado e impacto do Queen e de artistas extremamente talentosos como Freddie Mercury. A fascinação jupiteriana parece que nunca cessa.

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5 comentários: “Bohemian Rhapsody e o mapa revelador de Freddie Mercury”


  1. Valeria diz:

    Não só pelos conhecimentos astrológicos advindos por meio da análise do extraordinário F. Mercury, meus sinceros parabéns! Mas também pela qualidade do texto, que delícia de texto! Deleite! Muita obrigada por tudo e parabéns cheios de regozijo! Obrigada.


  2. vtuleski diz:

    Muito obrigada pelo feedback, Valeria! ♥♥♥


  3. Marcia diz:

    Uau! Demais Vanessa! Sua leitura de mapa com essa riqueza de detalhes. Quero um tbm… 😍


  4. Marcia diz:

    Aprendendo com vc cd vez mais. Gratidão 🙏


  5. vtuleski diz:

    Muito obrigada pelo feedback, Márcia! Amei!!! ♥

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Vanessa Tuleski

Vanessa Tuleski iniciou seus estudos de astrologia em 1989, passando a atuar como astróloga profissional 7 anos depois. Dá consultas astrológicas no Rio de Janeiro ou através do Skype para outras cidades. Agende a sua consulta!

É palestrante do evento anual de previsões astrológicas Presságios (RJ), colabora com os sites Personare e Constelar. Membro do SINARJ, palestrou eventos para astrólogos promovido por este sindicato de 2012 a 2017, e, novamente, em 2019, com duas palestras.

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